O Atlético de Madrid recebe o Arsenal no Riyadh Air Metropolitano para a primeira mão das meias-finais da Liga dos Campeões, um patamar onde os ‘Colchoneros’ ostentam o dobro da experiência dos ‘Gunners’.

O Atlético de Madrid recebe o Arsenal na noite de quarta-feira, no embate da primeira mão das meias-finais — um território onde os madrilenos se tornaram uma presença assídua na última década, apesar de um hiato de oito anos desde a sua última aparição neste patamar.
Embora os ‘Gunners’ tenham disputado uma meia-final da Champions há apenas um ano, o clube espanhol duplica o pecúlio dos londrinos nesta fase da prova, somando seis presenças em meias-finais ao longo da sua história, contra as três do emblema inglês.
O Atlético apresenta um aproveitamento de 50% nesta fase, tendo atingido o jogo decisivo em três ocasiões e caído às portas da final noutras três. A estreia nestas andanças aconteceu na temporada de 1958/59, precisamente frente ao seu eterno rival, o Real Madrid.
Várias décadas volvidas, o clube de Madrid voltou a carimbar o acesso às meias-finais na época de 1970/71. Apesar do otimismo gerado pela vitória por 1-0 em casa na primeira mão contra o Ajax, a formação da Eredivisie impôs uma pesada derrota por 3-0 nos Países Baixos, ditando a eliminação espanhola.
Apenas três anos depois, o clube da La Liga qualificou-se novamente para as meias-finais, garantindo desta feita a presença na final após um nulo frente ao Celtic na primeira mão, fora de portas, e uma vitória por 2-0 na segunda mão, em Espanha.
Seguiu-se um jejum de 30 anos até o Atlético regressar a este palco. Na temporada de 2013/14, os madrilenos mediram forças com o Chelsea e, após um empate sem golos no primeiro jogo, selaram o passaporte para a final com um triunfo categórico por 3-1 em Stamford Bridge.
Dois anos mais tarde, o conjunto orientado por Diego Simeone voltou a marcar presença na final da Champions League ao derrubar o poderoso Bayern de Munique. A vitória por 1-0 em casa na primeira mão revelou-se crucial, já que a derrota por 2-1 na Allianz Arena acabou por ser suficiente para o apuramento, graças à regra dos golos fora.
Os ‘Colchoneros’ alcançaram meias-finais consecutivas na época de 2016/17, mas o destino voltou a colocá-los no caminho do Real Madrid. Os ‘merengues’ sentenciaram praticamente a eliminatória na primeira mão, com um 3-0 no Santiago Bernabéu, tornando o triunfo ‘Rojiblanco’ por 2-1 na segunda mão insuficiente para evitar o adeus à competição.

‘Gunners’ em busca de redenção
Por outro lado, o Arsenal regressa às meias-finais apenas um ano depois da sua última incursão, consolidando presenças consecutivas na elite europeia.
O emblema da Premier League atingiu as meias-finais em apenas três ocasiões em toda a sua história, todas já no presente século, tendo chegado à final apenas uma vez — precisamente na sua estreia absoluta nesta fase.
Os ‘Gunners’ estrearam-se em meias-finais na temporada de 2005/06, superando o Villarreal com um agregado de 1-0, fruto de uma vitória tangencial em Londres e de um nulo na segunda mão.
O clube londrino regressaria a este patamar três anos depois, mas o seu rival interno, o Manchester United, barrou-lhes o caminho com uma vitória por 1-0 em Old Trafford e um novo triunfo por 3-1 em Londres.
A mais recente aparição do clube inglês nas meias-finais ocorreu na época passada, terminando com a eliminação perante o então campeão Paris Saint-Germain. Um resultado agregado de 3-1 favorável aos parisienses, que venceram no Emirates Stadium e confirmaram o apuramento com um 2-1 no Parc des Princes.

A eterna perseguição à coroa
Nem ‘Rojiblancos’ nem ‘Gunners’ conhecem o sabor de erguer a ‘Orelhuda’. O Atlético de Madrid soma três finais perdidas, enquanto o clube londrino conta com apenas uma derrota no jogo decisivo.
O historial do clube espanhol carrega, contudo, uma aura mais dramática, não só pela insistência em chegar perto do topo, mas pela forma cruel como as derrotas se consumaram.
Os ‘Colchoneros’ foram vergados pelo Bayern Munique na final de 1973/74, sofrendo uma goleada por 4-0 com ‘bis’ de Hoeness e Muller, mas o cenário mais desolador estava reservado para o século XXI.
A equipa de Madrid marcou presença na final por duas vezes em três anos (2013/14 e 2015/16), encontrando sempre o Real Madrid como carrasco. O golo icónico de Ramos no último suspiro e a reviravolta no prolongamento negaram a glória em Lisboa, quando o troféu parecia já garantido.
Dois anos depois, em Milão, o destino voltou a ser madrasto: após um empate 1-1 no tempo regulamentar, os ‘Colchoneros’ caíram na lotaria das grandes penalidades frente aos ‘Blancos’.
Já os ‘Gunners’ sentiram o perfume de uma final apenas uma vez, com um desfecho igualmente amargo. Em 2006, o clube londrino adiantou-se no marcador através de Campbell, mas uma reviravolta tardia com golos de Samuel Eto’o e Belletti entregou o troféu ao Barcelona, que celebrou no Stade de France perante o Arsenal de Thierry Henry.
