As regras do futebol vão mudar a partir do Mundial 2026. A International Football Association Board aprovou, em fevereiro, um conjunto de alterações que entrarão em vigor na competição e deverão ser adotadas pelos clubes já na época 2026/27.

O torneio organizado por México, Estados Unidos e Canadá, entre 11 de junho e 19 de julho, será o palco destas novas medidas, que pretendem aumentar o tempo de jogo, acelerar o ritmo e capacitar o VAR
Novas regras no Mundial 2026
Lançamento lateral com limite de 5 segundos: Se um jogador atrasar deliberadamente a reposição, o lançamento passa para a equipa adversária.
Pontapés de baliza com limite de 5 segundos: Atrasos intencionais podem resultar na atribuição de um pontapé de canto ao adversário.
Substituições com limite de 10 segundos: Se o jogador substituído não sair pelo ponto mais próximo neste tempo, o substituto só entra após um minuto de jogo e a equipa fica temporariamente com 10 jogadores.
Tratamento fora de campo com limite de um minuto: Jogadores assistidos pelo fisioterapeuta devem permanecer fora durante 60 segundos. Há exceções para guarda‑redes, lesões graves ou quando o adversário é advertido ou expulso.
Jogadores não podem tapar a boca: Qualquer jogador que tape a boca num confronto com um adversário pode ver cartão vermelho. A regra é conhecida informalmente como “lei Prestianni”, após a polémica no Benfica x Real Madrid.
Cantos podem ser verificados pelo VAR: O VAR pode confirmar se um canto foi corretamente assinalado, desde que a revisão seja rápida e antes da reposição. Não se aplica a pontapés de baliza mal assinalados.
Segundos amarelos podem ser revistos: Expulsões por acumulação podem ser analisadas, mas não haverá revisões para potenciais segundos amarelos ainda não mostrados.

Nova tecnologia de fora de jogo
A FIFA vai introduzir uma nova tecnologia de fora de jogo no Mundial 2026. O sistema alerta os árbitros‑assistentes quando um jogador está mais de 10 cm em posição irregular, permitindo levantar a bandeirola mais cedo. A medida reduz tempo perdido e diminui o desgate em jogadas que acabariam anuladas.
Ainda assim, a decisão final continua a ser humana, sobretudo em foras de jogo apertados ou casos subjetivos, como determinar se um jogador em posição irregular interferiu com um adversário.