O Instituto de Transporte Marítimo de Moçambique denunciou, ontem, o uso fraudulento da bandeira moçambicana num navio-tanque atacado em águas iranianas, esclarecendo que a embarcação não está registada nem autorizada a navegar sob o pavilhão nacional.

Em comunicado, o Instituto de Transporte Marítimo de Moçambique (ITRANSMAR) afirmou que todos os indícios apontam para uma utilização ilegal da bandeira da República de Moçambique, classificando o caso como uma grave violação do Direito Marítimo Internacional. A instituição anunciou igualmente a abertura de investigações para identificar os responsáveis.
O navio, identificado como “DISHA”, foi alvo de um ataque na sexta-feira. A Embaixada da Índia em Teerão confirmou que os 28 tripulantes indianos que seguiam a bordo estão em segurança, sem adiantar informações sobre os danos sofridos pela embarcação ou as circunstâncias do incidente.
O ITRANSMAR informou ainda que está a recolher informações junto de organizações internacionais e das autoridades dos Estados envolvidos, com vista ao completo esclarecimento dos factos e à responsabilização dos autores da utilização indevida da bandeira moçambicana.
Construído em 1990, o “DISHA” possui cerca de 230 metros de comprimento e capacidade para transportar aproximadamente 50 mil toneladas de gás de petróleo liquefeito (GPL), combustível amplamente utilizado em residências, na indústria e na produção de energia.
O incidente ocorre num contexto de crescente tensão no estreito de Ormuz, onde o conflito entre os Estados Unidos e o Irão continua a ameaçar a segurança da navegação comercial. Até ao momento, permanecem desconhecidos os autores do ataque e o local exacto onde a embarcação foi atingi
Folha de maputo